| Condução T.T. |
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| Escrito por Pedro |
| Segunda, 12 Janeiro 2009 01:21 |
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A condução TT é caracterizada por se desenrolar numa grande diversidade de pisos. Assim devemos estar preparados para as diferentes situações com que nos deparamos. Seja qual for o tipo de terreno com que nos deparamos, não devemos circular muito chegados ao jipe da frente pois ele pode ter necessidade de recuar para passar um obstáculo. Nas subidas e descidas íngremes esta regra também se aplica por razões óbvias de segurança. Pedras Naturalmente vamos apanhar caminhos com bastantes pedras. Para esta situação o melhor é estarmos munidos de compressor de ar (daqueles que se ligam ao isqueiro) e enchermos os pneus por forma a ficarem mais rijos e assim sofrerem menos as agressividades deste tipo de terreno. Desta forma perdemos em conforto mas ganhamos pelo facto de ser mais difícil os pneus sofrerem cortes provocados por pedras pontiagudas. Se tivermos de passar por cima de pedras temos de nos certificar se podemos passar por cima delas sem qua batam nas parte inferior do carro. Para isto devemos saber qual a altura mínima do jipe ao solo. Se a pedra for de grandes dimensões devemos passar com as rodas de um mesmo lado por cima dela, mas com atenção para que o jipe não fique demasiado inclinado lateralmente o que pode provocar um capotanço. Se a pedra for de grandes dimensões que seja necessário subir para cima dela devemos fazê-lo na diagonal para evitar que o jipe fique assente de barriga. Terra Existem vários tipos de pisos de terra mas, de um modo geral, não exigem demasiados cuidados a não ser evitar danificar a mecânica, uma vez que determinados caminhos mais parecem estradas Portuguesas. Convém não esquecer que ao circularmos sobre pisos de terra a aderência é reduzida o que provoca o derrapar do jipe. Os cuidados a ter prendem-se com as valas e com o piso que mais parece uma chapa ondulada. Nesta situação é necessário ter em atenção que como a suspensão vai trabalhar em demasia, o jipe tem uma grande tendência para derrapar mesmo com a tracção às 4 rodas. Assim, a curva mais aberta pode-se tornar numa verdadeira aventura se formos um pouco mais depressa. Naturalmente encontraremos valas pelo caminho. Se forem pouco profundas devemos atravessá-las o mais perpendicularmente que pudermos, mas, se forem profundas já as devemos passar na diagonal a fim de evitar que o jipe fique pendurado por termos excedido os seus limites dinâmicos. Esta transposição deve ser feita a uma velocidade reduzida e de forma suave. No caso de termos de passar por cima de um tronco de grandes dimensões, também devemos passar na diagonal de forma a que passe uma roda de cada vez por cima do tronco e assim conseguirmos ter sempre três rodas em contacto com o solo para fazer tracção. Se as valas forem no sentido de deslocação do jipe, devemos colocar as rodas de cada lado da vala, pois se colocarmos as duas rodas de um lado dentro dela (da vala) podemos ficar encalhados se a profundidade da vala for grande (é possível que se fique com o jipe assente sobre os diferenciais). Lama Quando as chuvas apertam alguns caminhos transforman-se em lamaçais que poderão ser impossíveis de atravessar. Para podermos enfrentar, com relativa segurança os caminhos enlameados, devemos engrenar as redutoras e seguir a uma velocidade constante (não muito elevada). Se o jipe começar a patinar não devemos insistir e recuamos um pouco para tomar balanço. Voltamos a avançar do mesmo modo. Se a extensão do lamaçal não for grande podemos sempre tentar uma travessia em força. Para isso certificamo-nos que não existem pedras nem nada que possa danificar a mecânica do carro no caminho escolhido e depois é redutoras e prego a fundo. Como os terrenos não são completamente planos, é natural que em determinadas situações o jipe comece a escorregar para o lado. Assim, não devemos tentar contrariar bruscamente essa tendência, mas sim ir controlando suavemente esta deriva do jipe. Quando subimos é que a coisa se pode tornar complicada. Assim, ao subirmos, devemos virar o volante de um lado para o outro enquanto aliviamos o acelerador para evitar que as rodas patinem e assim ganharmos tracção. Em descidas acentuadas engrenamos as redutoras e deixamos o jipe descer sozinho sem carregarmos na embraiagem nem no travão. Se a inclinação for demasiado grande e o jipe perder tracção, naturalmente vai ganhar velocidade pois vai a escorregar. Nesta altura mantemos o sangue frio e aceleramos até sentirmos que o jipe está a andar porque o motor o está a puxar e não porque vai a escorregar. Quando tal acontecer é sinal que ganhamos tracção novamente e agora está na hora de reduzir a velocidade, o que se consegue aliviando o acelerador suavemente. Areia Apesar de ser proibido circular nas praias e dunas não é só aí que podemos encontrar areia. Assim se não tivermos pneus largos, devemos baixar a pressão dos pneus para evitar ficarmos enterrados. Depois é engranar a 2ª baixa e arrancar suavemente tentando manter uma velocidade constante. Se o jipe começar a patinar não insistimos e recuamos um pouco para ganhar balanço. Este processo deve ser repetido tantas vezes quantas as necessárias para se conseguir atravessar o areal. Nesta altura é natural que o motor aqueça um pouco pois o esforço é grande e a velocidade é diminuta. Para evitar atascanços devemos controlar a rotação das rodas olhando para elas e, assim que uma começar a patinar, aliviamos um pouco o acelerador para ganhar tracção novamente e depois então voltamos a acelerar suavemente. Nesta altura o navegador também deve participar controlando as rodas do lado dele. Se a areia for dura e permita andar um pouco mais rápido comvém ter atenção ao facto da aderência ser pouca e que o jipe ao derrapar perde velocidade demasiadamente depressa e assim arriscámo-nos a um valente capotanço. Cursos de Água Nestas andanças vamos, com certeza, ter de atravessar cursos de água cuja profundidade pode variar. Para os atravessarmos em segurança devemos, em primeiro lugar, verificar a profundidade do curso de água para que não se tenham surpresas desagradáveis. Como medida de segurança a profundidade máxima deve ser, na pior das hipóteses, um palmo abaixo da entrada de ar para o filtro. Depois de verificar a profundidade do curso de água devemos entrar suavemente e manter uma velocidade constante por forma a provocar uma onda na frente do carro e desta forma evitar que água passe por cima do capot. Características Técnicas Antes de nos aventurarmos por fora de estrada é necessário ter consciência das limitações da viatura que conduzimos para que não se corra o risco de se excederem estes limites e os passeios acabarem por se tornar numa elevada conta de oficina. Assim convém estar munido de um inclinómetro para que se possa, na maioria dos casos, proceder a uma leitura para se saber 'a quantas se anda'. Existem vários modelos de inclinómetros à venda no mercado. Uns mais simples e baratos mas de maior erro na leitura, outros mais sofisticados e caros mas de maior rigor na leitura apresentada. Para além disto um jipe tem outros limites dinâmicos que não se podem medir com um inclinómetro. Seguidamente são apresentadas, de forma resumida, as diferentes características de um jipe e o seu respectivo significado. Altura Mínima ao Solo A altura mínima ao solo deve ser medida da parte mais baixa do jipe até ao solo. Normalmente, esta medida é a distância entre a parte de baixo dos diferenciais e o solo. Esta medida determina a capacidade que um jipe tem de passar, ou não, por cima de obstáculos sem ter de subir para cima deles, ou seja, passá-los com uma roda de cada lado. Se o obstáculo for demasiado alto e se exceder esta medida, corre-se o risco de danificar a mecânica do jipe, sendo a melhor forma de o ultrapassar subir para cima dele. Ângulo de Ataque/Saída Estes ângulos são medidos. respectivamente, na frente e na traseira do jipe. Eles indicam a melhor ou pior capacidade de abordar obstáculos de frente e, no caso do ângulo de saída, de descer de um obstáculo sem ficar 'pendurado' no dito cujo. Por vezes existem obstáculos cuja altura não permite que sejam ultrapassados subindo, ou descendo na sua perpendicular, pois o ângulo de ataque/Saída do jipe não o permite. Assim, a melhor forma de transpor obstáculos deste tipo consiste em abordá-los ligeiramente na diagonal. Não se deve exagerar nesta diagonal para evitar que o jipe fique demasiado inclinado de lado, o que pode acabar em capotanço. Inclinação Lateral Este ângulo indica a capacidade que o jipe têm de ficar inclinado de lado, sem capotar. Quando em situações extremas, se chega próximo deste limite deve-se manter as rodas do jipe viradas para o lado descendente para ajudar a manter o equilíbrio. Ângulo Ventral Este ângulo mostra a capacidade que um jipe têm de passar por cima de obstáculos 'bicudos' sem que assente no solo. Um jipe com uma distância reduzida entre eixos e uma boa altura ao solo está em vantagem, neste capítulo, sobre um jipe com uma maior distância entre eixos e/ou menor altura ao solo. Normalmente, as versões compridas (de 5 portas) de um jipe estão em desvantagem sobre a versão curta do mesmo modelo. Pendente Máxima Este ângulo indica a inclinação máxima longitudinal que um jipe pode superar. A medida deste ângulo depende de vários factores, sendo o principal o facto da perpendicular a um plano horizontal, que passe pelo centro de gravidade do jipe, não fique atrás das rodas que estão a um nível mais baixo, pois corre-se o risco de o jipe levantar as rodas do chão e capotar para trás, se for a subir, ou capotar para a frente, se for a descer. Profundidade Máxima Esta medida indica a profundidade máxima a que um jipe pode estar submetido dentro de água sem que esta entre para o motor. Neste capítulo os modelos a gasóleo estão em vantagem pois esta medida prende-se somente com a altura da entrada de ar para o filtro. Nos modelos a gasolina esta medida é inferior, uma vez que a entrada de ar para o filtro está colocada ligeiramente mais abaixo do que nos modelos a gasóleo e, além do mais, há também a considerar as velas e toda a parte de distribuição de corrente eléctrica para o motor, que se for molhada pode provocar o isolamento dos contactos e fazer desligar o motor. Esperamos ter ajudado a perceber certos termos técnicos, não pretendemos de forma alguma estar a ministar um curso. Se pretender adquirir mais conhecimentos acerca da modalidade, irá encontar uma variedade de livros no mercado, que o podem ajudar a compreender ainda mais, estas e outras noções sobre esta fascinante modalidade.
FONTE: http://poeiratt.no.sapo.pt/ |
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